Método: Teste realizado em 2 etapas
1ª Teste de triagem
dRVVT (teste fosfolípide dependente utilizando reagente com baixa concentração de fosfolípides)
2ª Teste confirmatório
RVVT confirmatório (confirmação da presença do inbidor inespecífico - anticoagulante lúpico - utilizando reagente com alta concentração de fosfolípides)
Volume Lab.: 2,0 mL
Rotina: Diária
Resultado: 12h
Temperatura: Congelado
Coleta: ORIENTAÇÃO DE COLETA:
- Mínimo de 04 horas de jejum;
- Anotar os medicamentos em uso;
- Obter sangue por punção venosa e evitar garroteamento por mais de 01 minuto, hemólise, formação de bolhas e aspiração de líquido tissular. A agulha deve penetrar diretamente na veia na primeira tentativa (punção NÃO traumática). O sangue deve fluir livremente sem que seja necessário aplicar demasiada força ao êmbolo. Não realizar o teste em amostra cuja punção for difícil (punção traumática);
- Preferencialmente coleta a vácuo (agulha com calibre 19 a 22);
- Coletar a amostra com seringa de plástico e centrifugar em tubos plásticos. O uso de material de vidro não siliconizado pode alterar falsamente os resultados. Após remover a agulha, utilizar a porção central da amostra na seringa, usando as porções anterior e posterior para outros testes;
- No caso de sistema de coleta a vácuo, usar tubo de plástico ou vidro siliconizado (menor lesão, menos contaminação e evita formação de coágulos in vitro);
- Ao realizar coleta para testes da coagulação para execução remota (outro laboratório - apoio), o tubo de citrato deve ser o SEGUNDO na ordem de coleta dos tubos. Pode ser após o frasco de hemocultura ou do tubo de descarte sem aditivo, na falta destes coletar um tubo de citrato para descarte.
Obs: Não colher antes do citrato, ou utilizar como descarte tubos sem anticoagulante contendo ativadores de coágulos. É muito importante que o tubo de citrato seja coletado antes do tubo de EDTA. Se houver apenas exames de coagulação, o primeiro tubo deve ser descartado.
- A proporção sangue/anticoagulante deve ser exatamente de 9:1 (9 partes de sangue para 1 de anticoagulante - citrato 3,2% tamponado);
- Homogeneizar a amostra por inversão suave de 5 a 8 vezes (a falha na homogeneização adequada do sangue em tubos com anticoagulante precipita a formação de microcoágulos).
PROCESSAMENTO DA AMOSTRA:
- A amostra deve ser centrifugada imediatamente após coleta por 15 minutos a 3000 rpm;
- SEPARAR o plasma com cuidado para não misturá-lo com o sedimento.
- Deixando sempre uma parte da amostra para não pipetar o sedimento (plaquetas/leucócitos);
- Repetir esse processo de centrifugação e transferir novamente o sobrenadante para outro tubo de transporte (esse procedimento deve ser realizado para obtenção de um plasma pobre em plaquetas inferior a 10000/mm³);
- Volume mínimo para ser encaminhado é de 2,0 mL;
- Congelar o plasma imediatamente após a centrifugação;
- Manter a amostra congelada durante o armazenamento e transporte;
- As amostras deverão chegar ao local do destino ainda congeladas, sendo mantidas assim até o momento da análise. As amostras não podem ser recongeladas, interferindo diretamente nos fatores de coagulação, levando a resultados incorretos.
- Amostras que apresentam fibrina e ou coágulos NÃO são adequadas para o envio. Uma nova amostra será solicitada.
INTERFERENTES:
Antibióticos, anticoagulante orais, heparina, epinefrina, contraceptivos orais, estreptoquinase.
Código SUS: 020212013
Código CBHPM: 4.03.04.01-9
Interpretação
A síndrome do anticorpo antifosfolípideo (SAF) é uma desordem autoimune na qual os autoanticorpos são dirigidos contra complexos de fosfolipídeos/proteínas. A SAF é caracterizada pela presença dos anticorpos antifosfolípideos em pelo menos duas ocasiões distintas, em episódios tromboembólicos, perdas fetais recorrentes, partos prematuros por pré-eclâmpsia ou insuficiência placentária, dentre outras manifestações clínicas. Anticorpos antifosfolipídeos, como o anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti beta 2 glicoproteína 1 são encontrados em cerca de um terço dos pacientes com LES e estão associados a um maior risco de trombose arterial e venosa e maior morbidade durante a gravidez.
Indicação:Tromboses vasculares, perdas fetais recorrentes, prolongamento inexplicável do PTTa em paciente assintomático, trombocitopenia, mielite transversa, anemia hemolítica, microangiopatia trombótica renal e hipertensão renal, presença de endocardite, livedo reticularis, etc.
Interpretação clínica:A pesquisa dos anticorpos antifosfolipídeo pode ser feita, através da detecção de anticorpos anti-cardiolipina, e do anticoagulante lúpico, que é um teste funcional no qual se pesquisa um fator inibidor da coagulação no plasma do paciente, no caso de resultados negativos em pacientes com forte suspeita clínica recomenda-se a repetição do teste. Embora tenha menor sensibilidade, possui maior especificidade do que o anticorpo anti-cardiolipina, especialmente nos casos de predomínio de tromboses venosas. É importante ressaltar que em 20 % dos casos os pacientes apresentam apenas um dos anticorpos, portanto, seria ideal realizar os testes conjuntamente.
Sugestão de leitura complementar:
Devreese K, Hoylaerts MF. Challenges in the diagnosis of the antiphospholipid syndrome. Clin Chem. 2010; 56 (6) :930-40.
Cohen D, Berger SP, Steup-Beekman GM, Bloemenkamp KW, Bajema IM. Diagnosis and management of the antiphospholipid syndrome. Br Med J 2010; 340 :c2541.
Referência
Teste de triagem
LA1 - menor que 1,20
Teste confirmatório:
LA2 - menor que 1,20
Russell viper venom time-veneno de víbora Russel
ATENÇÃO:Alteração do valor de referência a partir
de 14/03/2016.
Valor de referência antigo:
Teste de Triagem:
dRVVT até 1,15: ausência de inibidor
RVVT confirmatório até 1,21: ausência de
inibidor inespecífico (anticoagulante lúpico).
Última alteração realizada em 24/11/2016 14:57:56